nas praças e nos campos, por pessoas simples
que buscavam a alegria e a comunhão. Wosien
observou que as raízes dessas danças
eram antigas e profundas e que sua importância
era muito maior do que se imaginava. Ao resgatar
estas formas simbólicas e espontâneas
de dança, Wosien buscava desenvolver uma
forma de trabalhar a expressão corporal
que transmitisse um estado de alegria, amor e
conexão com o ser interior de cada um.
Além da pesquisa de danças étnicas,
Bernhard coreografou diversas danças que
tinham como objetivo realizar, através
do movimento, a vivência do "aqui e
agora". Com passos simples, feitos de mãos
dadas na roda, criou o que posteriormente recebeu
o nome de "Meditação na Dança".
Dançando em um círculo, de mãos
dadas, nos transformamos numa grande mandala em
movimento e podemos assim nos tornar um canal
para a recepção de energias mais
sutis, particularmente da energia da música.
O silêncio interior, a harmonia dos gestos,
a regularidade e repetição dos movimentos,
a "circularidade" da experiência,
tudo contribui para que se intensifique a atenção,
possibilitando novos níveis de consciência.
A experiência de dançar em círculo
nos conecta com a energia de todos os povos, e
proporciona a vivência da fraternidade,
da partilha, da amorosidade, da alegria e da cooperação.
É uma oportunidade de nos conectarmos com
os aspectos arquetípicos comuns a toda
a Humanidade e de resgatarmos uma forma de vivência
simbólica.
O movimento das Danças Circulares Sagradas
já se encontra difundido por vários
países. O trabalho de pesquisa e criação
ainda continua, e várias danças
têm sido coreografadas, em várias
partes do mundo, mantendo sempre a forma circular
ou em espiral e utilizando os gestos e movimentos
que são pertinentes às diversas
culturas e povos.